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Enfermeiros sem rancor para Jardim Ramos
Data: 27-11-2009
"Foi uma reacção a quente, decerto contagiada por algum membro do seu 'staff', mas para Ordem dos Enfermeiros este é um assunto passado. Não guardámos ressentimentos do que se passou". Élvio Jesus desvaloriza o incidente com o secretário dos Assuntos Sociais e acredita que as duas instituições vão continuar a dialogar em prol da classe dos enfermeiros e da qualidade dos serviços de Saúde na Madeira.
Um dia depois da saída intempestiva do secretário de uma acção promovida pela Ordem dos Enfermeiros, a calma parece estar de regresso. As portas continuam abertas ao diálogo, mas todos reafirmam que tinham razão para fazer o que fizeram.
O presidente do conselho directivo regional da Ordem dos Enfermeiros percebe a reacção, percebe que Jardim Ramos sublinhe a alegada ofensa, mas a verdade é que nada do que se falou na abertura do painel sobre 'Emergência Pré-Hospitalar' é desconhecido. "Tínhamos falado disso em sede própria, em reuniões com o secretário dos Assuntos Sociais e serão o propósito de novas audiências".
Apesar de desculpar e compreender a reacção, Élvio Jesus garante que a atitude de Francisco Jardim Ramos não o vai demover das suas lutas, de defender aquilo que considera justo para os enfermeiros. Ou seja, o responsável pela Ordem mantém o que disse: a existência de pressões fortes para afastar os enfermeiros das famílias e localidades e o clima de preocupação sobre o que se passa no SESARAM. Embora assegura que não há rancor, nem ressentimentos, Élvio Jesus não retira nada ao que fez Jardim Ramos abandonar uma acção da Ordem dos Enfermeiros na última quarta-feira. Num comunicado posterior à saída intempestiva do encontro com os enfermeiros, o secretário dos Assuntos Sociais explicou-se e atribuiu a atitude à intervenção de Jesus.
Na opinião de Jardim Ramos, a intervenção de Élvio Jesus foi de "natureza sindical, ofensiva, desrespeitadora, completamente desprovida de urbanidade e fora do contexto". E foi por isso que decidiu abandonar a sala. Nesse mesmo comunicado o secretário refere, no entanto, que o episódio não invalida o compromisso de manter o diálogo com a classe dos enfermeiros.
Marta Caires |
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